"Não há machado que corte / a raiz ao pensamento". Podiam estas palavras definir
o espírito que habitou Fernando Lopes-Graça, um combatente do "viver
habitualmente" e sem perspectivas a que um dia, alguém, obrigou Portugal. Foi
também esse espírito que Lopes-Graça levou ao piano, à composição, à pedagogia,
à crítica e ao ensaio, ocupando-lhe os seus dias.
Primeiro andamento da Sonata n.º 2 de Fernando Lopes-Graça